oráculo

despertamos de tantos sonos

e parecemos sempre dormir

acolhidos da realidade

sentindo o peso do afeto

ou da falta

há quem não saiba se ver só

e quem só saiba ser

a concreta profusão de perder

tem quatro partes

uma ouve incrédula

outra voa sobre o mundo

a terceira é presente

a quarta, de bom grado,

se deu como sacrifício

não existisse o fantástico

dentro de mim eu não haveria

a fuga se concentra

nos olhos de quem sangra,

liberdade

elevando a vida

procrastinando a morte

a sanidade anda atada

a negação fadada

e se tropeço, é sem cair

tiro os olhos

lavo com sabão

guardo na bolsa

pego um livro

leio até o caminho findar

Esse é o destino imediato de amanhã.

com olhos de oráculo

posso prever

depois de amanhã o futuro será o mesmo.

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