Não consigo achar

Hoje procurei algo importante. Que em algum momento deixei de dar a devida importância e acabei jogando fora ou queimando, pois gosto de cenas dramáticas e o fogo entrega tudo.

Agora escrevo, cheio de pesar.

Pois a pessoa que fui 6 meses atrás, era um alguém relapso o suficiente para esquecer que memórias, por mais indesejáveis que sejam, são parte indiscutível de nós.

E nem posso ser tão malvado, ao ponto de me excomungar a mim mesmo. Pois aquele era eu, com raiva ou vergonha de um eu anterior, que decidiu por bem eliminar as provas do crime cometido, crime este nomeado pelo eu do presente, sem o menor ressentimento do eu anterior do anterior: amar demais.

Pois somos essa coisa, que nem sequer reconhecemos de um mês para o outro, e antes fosse uma mudança de cabelo. Mudamos tanto que ao olhar a foto da retrospectiva inventada pelo celular, não acreditamos naquele eu ultrapassado.

Há momentos e olhares de ternura, mas existem os dias em que temos certeza que todo o passado e presente do que fomos e somos poderia deixar de existir, sem dor.

O que diria eu para o eu anterior do anterior que sofreu e escreveu sobre amor?

Tudo que está ruim, pode piorar.

E para aquele que jogou os escritos fora?

Até parece que você não fez pior.

E para esse que resmunga como um velho arrependido do que fez?

Amanhã devo descobrir.

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