Por onde começar?

Não comunicamos grandes resultados, comunicamos realizações.

– Suellen Coutinho

Quando lancei a capa dessa edição do jornal, a primeira coisa que escrevi foi que eu deveria ter feito isso ali pelo começo do ano, mas não consegui, por uma série de questões e uma delas, era: eu vou começar tudo de novo? Sério, já não fiz isso demais? Já devia ter uma fonte de renda concreta na minha vida a essa altura, não devia?

A resposta para tudo isso, é: não sei. Mas posso ao menos, compartilhar as minhas reflexões sobre o que penso. Vamos lá.

Nesses meses em que fiquei olhando para a Luz Balão, revendo publicações mil vezes, olhando feedbacks e me desentristecendo aos poucos, percebi que não tinha que começar de novo, por acaso ou conveniência lembrei do trecho de um livro, que ficou ecoando na minha mente, desde então. O livro se chama, Os Cinco Paradoxos da Modernidade, graças a Deus esse não é um artigo científico, então não farei citações adequadas.

Prosseguindo, no trecho o autor está discutindo um pouco sobre como movimentos artísticos têm o ‘hábito’ de negar um movimento imediatamente anterior, enquanto recupera outros mais antigos, mesclando-o às novas técnicas e momento social, chamamos isso de negação ou ruptura. Então, resgatando uma teoria de um segundo autor o interlocutor diz que criar algo completamente novo, meio que não existe (em termos grosseiros), é como se toda vez o ‘novo’ subisse nos ombros do ‘antigo’, e por essa razão ele consegue ver mais longe. É uma imagem bonita e na minha concepção muito adequada à discussão que o autor estabelece, apesar de ter uma penca de gente que não concorda.

Se você é sapiciente, já sabe onde quero chegar. Percebi que já podia parar de ser paranoica, que podia sim encerrar o ciclo do bordado e começar outro nesse mesmo lugar. Eu estaria começando a partir dos ombros da Bruna do ciclo anterior, suas vivências, aprendizados e erros. E TÁ TUDO BEM. No momento em que essa ideia se assentou na minha mente e coração, pude imaginar o que viria a seguir e como faria isso acontecer.

Agora entra a história do jornal, que na verdade foi um formato que praticamente caiu do céu (risos), enquanto eu fazia um curso para me inteirar de um novo programa de edição. Já tinha entendido que precisava fazer isso ser bonito, pois eu iria me odiar se a minha despedida ficasse ruim (essa sou eu, apenas terapia pode mudar kkk), isso por vários motivos, incluindo o fato de que o ciclo Loja Luz Balão foi bonito, me ensinou a valorizar várias coisas e me apresentou a pessoas (principalmente mulheres) inacreditáveis. Assim, não seria do meu feitio deixar passar, não é meu hábito ser ingrata e meu jeito de dar atenção e demonstrar o quanto me importo, é diferentinho. E nesse, caso é um jornal.

Além disso, decidi acreditar no que sempre me vi fazendo e nas minhas habilidades de tornar isso real. Por algum motivo, sempre fiz isso muito bem para outros, mas dessa vez vai ser para mim o que me deixa animada de uma forma que não esperava

O que começa agora é um processo de transição, que se dará no mês de abril para o que espero construir no futuro, a Luz Balão Studio. Serão publicações baseadas na capa da edição do jornal e umas coisitas mais. O formato é um teste bem doido, diga-se de passagem, um jornal com carinha de impresso, mas nem tanto, o conteúdo descentralizado do usual (baseado no meu mais recente aprendizado com Sue Coutinho, de que a internet é maior que esses apps do tio Mark), e com uma frase martelando os miolos: o formato é sério o conteúdo, às vezes.

Meu convite é para vocês ficarem e verem se o que vem a seguir faz sentido para vocês, assim como faz para mim. Sei que alguns de vocês irão embora e tá tudo bem, de verdade. Além disso, quero convidá-los, a conhecer nessa jornada: outras maneiras de usar o celular 😁, inclusive para leituras mais longas, pois eu sou reflitona, como já ficou claro no texto acima.

Por agora é isso, espero não tê-los entediado 😅

Fiquem bem e seguros.

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